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title: "Quais são as cervejas mais vendidas em cada país da América Latina?"
description: "Um estudo anual da Kantar Millward Brown revela que 5 das 6 marcas mais valiosas da América Latina são marcas de cerveja. Descubra qual cerveja lidera as vendas em cada país da região."
url: https://www.thebeertimes.com/pt-br/cervejas-mais-vendidas-america-latina/
date: 2020-06-21
modified: 2026-06-24
author: "Carlos Uhart M."
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categories: ["Negócios"]
tags: ["América Latina", "Negócios", "Opinião", "Ranking"]
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# Quais são as cervejas mais vendidas em cada país da América Latina?

As vendas de cerveja na América Latina mantêm um crescimento geral em todo o continente.

![Bandeiras latino-americanas](https://www.thebeertimes.com/wp-content/uploads/2020/06/Banderas-latinoamérica-1.jpg)*Bandeiras latino-americanas*

Segundo a firma Euromonitor, os consumidores identificam as marcas com as necessidades locais, o que as leva a se validar mais fortemente nos mercados.

Algumas análises sobre as atividades econômicas mais valiosas dos países latinos refletem claramente o fenômeno de valorização das marcas cervejeiras.

Um estudo anual realizado pela firma Kantar Millward Brown revela que, das seis marcas mais valiosas ao sul do continente americano, 5 são marcas de cerveja.

Essas marcas são apenas algumas das cervejas latinas mais reconhecidas. A seguir apresentamos aquelas que, país por país, são as mais vendidas ou consumidas pelos latino-americanos.

## Argentina

Com uma participação de 67% do mercado de vendas de cerveja, a “Cervecería y Maltería Quilmes SAICA y G” domina o cenário na Argentina.

Seus produtos mais vendidos no mercado nacional são Brahma e Quilmes Clásica — anteriormente chamada Quilmes Cristal —, segundo a Euromonitor.

Recentemente, a empresa lançou o Patagonia Bar, seu próprio bar cervejeiro, promovendo além de suas marcas mais consolidadas sua linha premium liderada pela Patagonia — um movimento pouco ortodoxo, mas repetido várias vezes em todo o continente.

## Bolívia

Desde 2016, a Bolívia experimentou um crescimento sem precedentes nas vendas de cerveja. Em 2017, foram vendidos 400 milhões de litros. A cerveja Paceña, da principal empresa cervejeira do país, Cervecería Boliviana Nacional, foi a mais vendida.

Parte de sua estratégia de marketing foi o lançamento da nova apresentação Macanuda, uma garrafa de 710 ml em contraste com a tradicional de 620 ml, que impulsionou o consumo per capita e ajudou nas vendas.

## Brasil

Por muitos anos, o Brasil deteve a marca de cerveja mais valiosa, em linha com ser o maior país consumidor de cerveja da região. Internamente, as marcas Skol e Brahma são as [marcas de cerveja mais vendidas](https://www.thebeertimes.com/pt-br/as-10-cervejas-mais-vendidas-do-mundo-origens-e-quotas-de-mercado/) no país.

Em 2017, o Brasil vendeu 12,5 bilhões de litros de cerveja — um número impressionante, mas inferior aos quase 14 bilhões de 2014, possivelmente refletindo uma transformação no comportamento [dos consumidores](https://www.thebeertimes.com/cervecerias-vs-consumidores-cerveza-artesanal-redes-sociales/) de cervejas de produção em massa para cervejas de distribuição mais exclusiva.

## Chile

Com as marcas Cristal e Escudo, a Compañía de Cervecerías Unidas lidera o mercado de vendas de cerveja no Chile. Em 2017, a empresa vendeu aproximadamente 930 milhões de litros, segundo a Euromonitor.

O mercado chileno apresentou um fenômeno comum em todo o continente: uma migração para [cervejas mais artesanais ou premium](https://www.thebeertimes.com/como-montar-un-negocio-de-cerveza-artesanal-una-tendencia-al-alza/). Apesar dessa transição, as marcas tradicionais continuam líderes. A CCU também fortaleceu sua presença internacional na Colômbia e na Argentina.

## Colômbia

Sendo o terceiro país latino-americano que mais consome cerveja, as marcas de maior preferência na Colômbia são Águila e Póker.

A primeira [aumentou suas vendas](https://www.thebeertimes.com/estrategias-digitales-para-aumentar-tus-ventas-hasta-un-50-esta-temporada/) e incrementou seu valor em 2% em relação ao ano anterior, avaliando-se agora em 3.924 milhões de dólares.

## México

Segundo a Euromonitor, o México é o segundo país que mais consome cerveja na região, com 52,1 litros per capita anuais, atrás apenas do Brasil.

Das marcas vendidas, Corona e Modelo são as preferidas. A [cerveja Corona](https://www.thebeertimes.com/pt-br/corona-extra-historia-origem-e-expansao-global-de-um-simbolo-mexicano/) é a marca mais valiosa da América Latina.

## Peru

A Unión de Cervecerías Peruanas Backus & Johnston SAA, subsidiária local do conglomerado Anheuser-Busch InBev, produz as duas cervejas mais vendidas no Peru: Pilsen Callao e Cristal.

A empresa peruana controla 96% do mercado, que naquele ano cresceu 5% em vendas. O portal Bunker reporta a [Pilsen como a cerveja mais vendida](https://www.thebeertimes.com/pilsen-capital-cerveza-y-cultura/) no país.

## Uruguai

A cerveja Pilsen da Fábricas Nacionales de Cerveza (FNC) é o produto cervejeiro líder do Uruguai. Segundo a Euromonitor, a FNC domina o mercado uruguaio com uma participação de 88%.

## Venezuela

Apesar das dificuldades presentes na Venezuela, a Cervecería Polar mantém com seus produtos Polar Light e Polar Ice o estandarte das cervejas mais vendidas no país.

As dificuldades em obter matéria-prima de qualidade para a fabricação do produto causaram uma queda de 25% no volume total consumido em comparação com o ano anterior.

Esta é a cerveja mais vendida em outros países da região, segundo o portal de bebidas alcoólicas Vinepair:

## Costa Rica

A cerveja mais vendida na Costa Rica é Imperial.

## Equador

A cerveja mais vendida no Equador é Pilsener.

## El Salvador

A cerveja mais vendida em El Salvador é Pilsener.

## Guatemala

A cerveja mais vendida na Guatemala é Gallo.

## Haiti

A cerveja mais vendida no Haiti é Prestige.

## Honduras

A cerveja mais vendida em Honduras é Salva Vida.

## Nicarágua

A cerveja mais vendida na Nicarágua é Toña.

## Paraguai

A cerveja mais vendida no Paraguai é Brahma.

## Perguntas frequentes (FAQ)

### 1. Qual país da América Latina tem o maior consumo per capita de cerveja?

Embora Brasil e México liderem em volume total, o maior consumo per capita é disputado historicamente entre México, Brasil e Colômbia, superando 65 litros por pessoa ao ano nos mercados mais ativos, impulsionados pelo clima, pelos formatos retornáveis econômicos e pelos hábitos culturais.

### 2. Quais multinacionais controlam o mercado cervejeiro na América Latina?

A grande maioria das marcas tradicionais da região pertence a dois gigantes globais. A AB InBev controla subsidiárias como Ambev (Brasil), Quilmes (Argentina), Backus (Peru) e Grupo Modelo (México). A Heineken possui forte presença operacional mediante a aquisição da divisão cervejeira da FEMSA no México e alianças estratégicas no Cone Sul via CCU.

### 3. Qual é a diferença técnica entre uma “Pilsen” massiva latino-americana e uma Pilsner europeia tradicional?

As “Pilsen” massivas latino-americanas pertencem tecnicamente ao estilo American Adjunct Lager. Ao contrário das Pilsner europeias (elaboradas com 100% de malte de cevada e lúpulos nobres), as versões massivas substituem parte da cevada por adjuntos não maltados como milho ou arroz, resultando em corpo mais leve, menos amargor e uma bebida altamente refrescante adaptada ao clima quente.

### 4. Como o crescimento da cerveja artesanal afeta as marcas tradicionais da América Latina?

O setor artesanal independente — representando 1% a 3% do volume total regional — acelerou um fenômeno de premiumização, obrigando as grandes corporações a diversificar seus portfólios adquirindo microcervejarias locais bem-sucedidas ou lançando linhas de especialidade próprias (IPA, APA, Amber Ale) sob marcas híbridas de distribuição em massa.

### 5. Como os impostos seletivos afetam o preço final da cerveja na região?

A cerveja suporta pesados impostos seletivos em toda a América Latina (como o IEPS no México, o ILA no Chile ou o ICE no Equador), além do IVA geral. Essas taxas podem representar entre 20% e 50% do preço final de venda, incentivando fortemente as marcas a promover formatos retornáveis para manter preços competitivos.

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