O milho era fermentado nas Américas milênios antes da chegada da cevada europeia; condenado pelo movimento craft americano sob um dogma de pureza importado, hoje se reabilita como ingrediente de terroir.
O setor de cerveja artesanal na Argentina está passando por uma fase de transformação marcada por uma forte queda no consumo, mudanças nas preferências do público e um contexto econômico desafiador.
Com tantas opções disponíveis, era inevitável que os bebedores e os hábitos de beber se estratificassem naturalmente, formando grupos com base em seus comportamentos, preferências e concentrações de ácidos alfa.
IPAs tão turvas que parecem água de esgoto de lagoa radioativa, Stouts moca-choco-baunilha, smoothies de frutas DDH (Double Dry Hopping para os não iniciados) e Goses salgadas que cheiram ao suor de instrutor de academia. Será que a cerveja artesanal está se esforçando demais?