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A taça flauta é um recipiente estreito e alto originalmente desenvolvido para vinhos espumosos com o principal objetivo de evitar a perda do CO2 dissolvido no líquido.

Típicamente usada para brindes em celebrações, dependendo do seu tamanho e formato, a capacidade da taça flauta geralmente varia entre 180 e 300 ml.
Foi no início do século XVIII que os materiais dos copos e taças para bebida passaram do metal e cerâmica para a cristalaria, com a taça flauta fazendo parte dessa transição.
Mas não foi até a década de 1950 que a taça flauta começou a ganhar popularidade, pois permitia evitar derramamentos em eventos com muita atividade, um problema habitual da taça coupe ou martini, o que definitivamente era uma vantagem à medida que a noite avançava e mais taças eram consumidas.
Seu cone interior foi desenvolvido para reter a carbonatação reduzindo a área da superfície de saída, enquanto um ponto de nucleação na base ajuda a manter a bebida ativa e vibrante em seu interior.
A maior presença de bolhas cria mais textura na boca do catador, enquanto sua taça profunda permite um maior efeito visual ideal para apreciar a cor do líquido, sua transparência e muito especialmente, tanto o nível de carbonatação quanto o tamanho das bolhas.
E embora até hoje continuem sendo mais frequentemente utilizadas para vinhos espumosos, as taças flauta também são muito populares para o serviço de algumas cervejas, especialmente Pilsner Tcheca e Alemã ou Lambic e Gueuzes belgas.
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